A obsessão de Marcos por Riveira era uma cicatriz antiga em sua alma, inflamada a cada nova pista, a cada rumor que o trazia de volta à superfície. Era como se uma parte de sua mente jamais houvesse deixado aquele momento inicial de perda e frustração, presa em um ciclo de reviver, revisar, reinterpretar cada detalhe do passado. Por nove longos anos, Riveira fora uma sombra escorregadia, um mestre do disfarce que parecia evaporar no ar a cada vez que a justiça se aproximava. Como um ilusionista