Sinto sua falta.
Na casa de Sara e David, a quietude habitual havia se tornado carregada, como o ar antes de uma tempestade. David passava a maior parte do tempo trancado em seu escritório, a luz fraca escapando por baixo da porta, iluminando um corredor mergulhado em sombras. Os sussurros ao telefone, antes raros, agora ecoavam pela casa em tons urgentes e ininteligíveis, sempre interrompidos abruptamente quando Sara se aproximava. Ele saía para "reuniões" que se estendiam pela noite, o carro voltando tarde, o