17. Bandido de verdade
Do outro lado da linha o advogado se espantou, nunca em sã consciência imaginaria que a calma e composta Débora poderia levantar a mão para bater em alguém. Passou a mão na testa suada em respondeu a interlocutora.
“E você está indo para onde?”
“para a delegacia do bairro.”
“Certo estarei lá o mais rápido possível.”
O advogado desligou o telefone e se preparou para sair, ele era um homem de meia idade, amigo do avô de Débora. Havia visto a garota crescer desde que ela passou a morar com ele. E