Capítulo 12 - Recadinho dos Farrey, docinho.
Aiyra
O vento passa por minha jaqueta, furioso. É como uma ser estapeada pela friagem, seguidas vezes. O mais estranho é que gosto. Toda vez que piloto desse jeito, sinto-me capaz de qualquer coisa. Quando deixo o puro instinto me guiar e sigo por ruas vazias como essa, a sensação que tenho é de estar livre de tudo, da dor, das responsabilidades, do rancor... de qualquer amarra.
O percurso do estúdio até minha casa é um pouco longo, mas por já ser tarde, as ruas estão mais livres do que