Isabella
O silêncio do apartamento no início da tarde nunca foi algo que me incomodasse. Sempre foi, na verdade, um dos poucos espaços onde tudo permanecia sob controle, previsível, organizado dentro de um ritmo que eu mesma defini ao longo dos anos. Hoje, no entanto, esse mesmo silêncio parece ter outra função. Ele não acalma. Ele expõe.
Estou na sala, com o telefone apoiado sobre a mesa, olhando para a tela apagada como se ainda houvesse algo ali que não terminei de enfrentar, quando ele vibra