Meses Depois
O quarto de hospital estava banhado pela suave luz do fim de tarde de outono. Helena, exausta, mas radiante, segurava nos braços a pequena menina que acabara de trazer ao mundo. Seus olhos marejados de emoção encontraram os de Cerberus, que não conseguia tirar o sorriso do rosto. Ele tocou com delicadeza a minúscula mão da filha, sentindo o coração transbordar de amor. Dessa vez não perderia nada.
— Ela é perfeita — murmurou ele, com a voz embargada. — Assim como você. — A olhou co