O crepúsculo pousava sobre a vila como um cobertor de bruma quando o cheiro dela voltou a incendiar a noite. Mason Kent estava junto ao muro lateral de sua casa, empilhando lenha com um rigor que beirava o castigo. Cada toras sobrepostas, cada respiração calculada para distrair o corpo da verdade: Cassie dormia ali dentro, sob seu teto, e o perfume dela escapava pelas frestas como um sussurro doce e quente que nenhum lobo poderia ignorar.
Ele apertou os dedos contra a madeira até os nós embranquecerem. Era inútil. A fragrância de pele recém-banhada, sabão simples e algo próprio, floral, vivo, instintivo percorria a vila como uma linha invisível ligando todos os sentidos da matilha. Mesmo quando o vento mudava, ela permanecia. Mesmo quando o silêncio caía, a lembrança do calor dela insistia. Hendrick St. John aproximou-se em passos firmes, o cheiro de fumaça e resina colado ao casaco. O alfa não precisou falar; a sobrancelha erguida, a calma treinada, diziam mais