Depois do desjejum, Cassie decidiu se afastar um pouco. A casa onde a matilha vivia parecia sufocá-la com cada olhar atento, cada gesto pesado que carregava séculos de silêncio e dor. Precisava de ar, de solidão. Caminhou pela trilha que Yohan lhe mostrara no dia anterior, em direção ao pequeno bosque ao norte da vila.
O céu estava claro, tingido de um azul suave, mas as copas das árvores filtravam a luz em tons quebrados de verde. O chão rangia sob seus passos, coberto por folhas secas. Cassie inspirou fundo, tentando convencer a si mesma de que aquele lugar poderia ser pacífico, de que não estava cercada por olhos invisíveis, farejando cada batida de seu coração. Mal dera dez passos quando uma voz suave soou às suas costas: — Eu posso te acompanhar? Ela se virou, e ali estava Yohan. O mais jovem entre eles, ainda com traços de quem não carregava séculos de guerras sobre os ombros. O cabelo caía em mechas soltas sobre a testa, e os olhos cast