Quando Cassie atravessou o jardim da casa Kent, a claridade do fim da tarde já se dissolvia em tons de cobre e azul. O ar trazia consigo o frio da mata, misturado ao cheiro de terra molhada. O som ritmado de uma vassoura raspando o assoalho ecoava pela varanda. Yohan estava ali, concentrado no movimento paciente de varrer as folhas secas que se acumulavam nos cantos.
Ele ergueu o rosto ao perceber a presença dela, e um meio sorriso suavizou seus traços.— Bem-vinda de volta, Cassie. — Sua voz era baixa, sempre tranquila, como se cada palavra fosse medida. — A oficina conseguiu te entreter?— Conseguiu — respondeu ela, pousando a mão no batente da porta. — Os White têm energia para três matilhas inteiras.Yohan soltou uma risada contida, voltando a empurrar a vassoura. — Eles sempre tiveram. Às vezes, é cansativo só de olhar.Cassie o observou por alguns segundos em silêncio. Havia algo de sólido em Yohan, uma presença firme, quase como se carregasse a casa nas co