Aurora Moratti
O portão de ferro da mansão Moratti abriu-se com um rangido que, para mim, soou como o fechamento de uma cela. O meu carro subiu a ladeira de cascalho em direção à fachada imponente que, em outras épocas, era o meu refúgio. Hoje, parecia um tribunal.
Eu estava exausta. Meu corpo ainda carregava o calor de Sebastian, ou melhor de um Viccari, pelo amor de Deus, enquanto minha mente ainda projetava as imagens de Victor e Camila no meu apartamento. Eu estava quebrada, suja de seg