Tessa Martins
— Tessa?
O som do meu nome não veio da recepcionista. Veio de trás de mim. Uma voz profunda, rouca, carregada de uma incredulidade que parecia suspender o tempo.
Eu congelei. Meus ombros subiram e eu parei de respirar por um segundo. Eu conhecia aquela voz. Eu tinha ouvido aquela voz em sonhos e pesadelos por quatro anos. Era a voz que eu tinha bloqueado de todos os meus dispositivos, mas que estava gravada no meu DNA.
Virei-me devagar, como se estivesse em um sonho lúcid