Ricardo Fontes
O metal. O som que define a minha nova existência é o bater do metal. Três vezes por dia, a escotilha abre para uma bandeja de plástico com comida intragável. Várias vezes por hora, ouço o eco de passos que nunca param na minha porta. Eu, Ricardo Fontes, o homem que decidia o destino de infraestruturas bilionárias com um aceno de cabeça, agora dependo da boa vontade de um guarda que nem sequer se dá ao trabalho de olhar nos meus olhos.
Estou sentado neste colchão que cheira a m