Por Aurora Moretti
Caminhei em direção a um dos jardins mais isolados do campus, perto da antiga biblioteca de Direito. Eu não queria testemunhas. Não queria que ninguém visse uma Moretti dando atenção a um traidor. Quando paramos sob a sombra de um carvalho centenário, virei-me para ele com os braços cruzados.
— Comece a falar. O tempo está correndo. - Disse em um tom que Victor nunca ouviu antes.
— Eu não queria que as coisas fossem assim — ele começou, gesticulando com as mãos trêmulas. — A Camila... ela me procurou. Eu estava bêbado naquela noite, Aurora. Senti que você estava distante, sempre focada na faculdade, não me contava quem era a sua família... Eu já sabia que você era uma Moratti. No entanto, eu nunca falei porque você não me contou. Você sempre manteve a sua família distante da nossa relação.
— Ah, a clássica desculpa do "homem solitário" — debochei, sentindo um gosto amargo na boca. — Então, para curar a sua solidão, você decidiu transar com a minha melhor a