54. A fazenda dos sonhos e o legado de um amor madurecido
O
tempo, esse escultor paciente de destinos, moldava a vida da família Calegari com a suavidade de uma brisa de primavera. Laura, a princesinha da casa, já celebrava seu primeiro aniversário, uma bolinha risonha de cabelos escuros e olhos azuis penetrantes que, como os do irmão, eram a herança mais bela de Jessica. Lorenzo, com seus três anos e meio, era o protetor orgulhoso da irmãzinha, dividindo seus brinquedos com uma generosidade surpreendente e narrando para ela, em sua meia-língua encantadora, as aventuras que viviam nos jardins da mansão.
A mansão Calegari, antes um símbolo de poder austero, transformara-se em um lar vibrante, onde o riso das crianças ecoava pelos corredores e o perfume das flores do jardim dos girassóis – agora um campo dourado e perene – misturava-se ao cheiro de bolo caseiro que Dona Matilde, com um sorriso cada vez mais frequente, insistia em preparar para os "seus meninos".
Luigi Calegari era um homem visivelmente transformado. O CEO implacável ainda exis