Helena passou a manhã inteira ensaiando.
Começava uma frase.
Parava.
Chorava.
Recomeçava.
Como se existisse uma maneira fácil de contar à filha que sua vida inteira havia sido construída sobre um segredo.
Mas não existia.
No início da tarde, Blenda entrou no quarto trazendo os remédios e um copo d'água.
— Hora da medicação, dona Helena.
Helena sorriu.
Mesmo depois de tudo, a filha continuava tentando fazê-la rir.
— Filha, senta aqui um pouco.
Blenda imediatamente percebeu a seriedad