Juliana nunca imaginou que pisaria em uma prisão.
Durante anos, viveu cercada por lugares bonitos, restaurantes caros, festas elegantes e pessoas que se importavam demais com aparências. Aquele ambiente era o oposto de tudo que conhecia.
As paredes cinzentas pareciam sufocar o ar.
O som das grades se fechando ecoava pelos corredores.
Nada ali era confortável.
Nada ali era bonito.
E, ainda assim, ela estava sentada naquela sala de visitas esperando Heitor.
Talvez porque estivesse sem direção.
Ta