A noite na praia foi longa, tensa e coberta de silêncios pesados. Eles se revezavam na vigília dos prisioneiros, mas ninguém realmente dormiu. Todos estavam à beira – da exaustão, da paranoia, da ruptura.
Quando o sol finalmente despontou, a areia grudava nos corpos suados.
Heleana rompeu o silêncio como uma lâmina atravessando carne.
— Eu preciso me alimentar, porra! — rosnou, os olhos brilhando em fúria animalesca.
Astar ignorou. O silêncio dele era mais agressivo do que qualquer resposta.
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