Capítulo 48 — Aquilo que me reconhece
A roda-gigante parou de fingir que era apenas uma estrutura abandonada.
Ela estava viva de um jeito errado.
Não viva como um ser. Mas viva como uma ideia sendo forçada a existir no mundo físico, como se alguém tivesse empurrado um pesadelo para dentro da realidade e deixado ele ali, respirando devagar.
A silhueta dentro de uma das cabines continuava me encarando.
Mesmo à distância, mesmo com a ferrugem, mesmo com o vento estranho que agora voltava em cortes