HENRIQUE
O som do tiro ainda ecoava em minha mente enquanto eu voltava para casa naquela madrugada. Nestor estava morto, mas, em vez de alívio, o vazio tomava conta de mim. As palavras dele — de que o submundo nunca acabava, de que outro tomaria seu lugar — não me deixavam em paz. Ele estava certo? Eu queria acreditar que a morte de Nestor colocaria um ponto final em tudo, mas a verdade era que não sabia mais se isso era possível.
Dirigir pelas ruas desertas me deu tempo para pensar. A cada dec