HENRIQUE
O silêncio no armazém era pesado, cortado apenas pela respiração ofegante de Alberto e minha própria tensão. O Cobra, o homem que havia atormentado minha família por tanto tempo, agora estava encurralado, sem saída. Mas ele não ia se render sem lutar.
Alberto deu mais um passo à frente, os olhos ardendo de raiva e desespero. O sorriso arrogante havia desaparecido, substituído por algo muito mais sombrio.
— Você acha que isso acaba aqui, Henrique? — disse ele, com a voz carregada de ódi