CLARA
As batidas do meu coração pareciam ecoar na minha cabeça, cada pulsação mais forte que a anterior. Eu ainda estava no chão do banheiro, segurando Sofia com todas as minhas forças, enquanto Henrique me abraçava. O terror do que quase aconteceu ainda me paralisava.
Eu não sabia por quanto tempo ficamos ali, apenas sentindo a respiração dele contra o meu rosto, mas parecia que o tempo havia parado. Meus músculos estavam tensos, como se eu ainda estivesse presa naquele momento de puro pânico.