CLARA
Acordei naquela manhã com uma sensação estranha, como se algo estivesse fora do lugar. O ar na casa parecia pesado, opressor. Henrique já havia saído, como fazia quase todos os dias agora, e a casa estava quieta demais. Silenciosa demais.
Levantei-me, ainda sentindo o peso do cansaço e da tensão acumulada nas últimas semanas. A constante vigilância, o medo de que algo pudesse acontecer a qualquer momento... era como se eu vivesse em um estado de alerta permanente. Tudo o que eu queria era