CLARA
Aquela manhã era diferente. Havia uma tranquilidade no ar que não sentia há semanas, e pela primeira vez em muito tempo, acordei sem aquele peso esmagador no peito. O sol entrava pela janela do quarto, aquecendo o espaço suavemente, e ao meu lado, Henrique ainda dormia, sua respiração profunda e relaxada. A sensação de paz ao vê-lo ali, ao meu lado, era quase inacreditável depois de tudo o que passamos.
Sofia também dormia no berço ao lado da cama, seu sono tranquilo e sereno me trazendo