POV EDUARD
O silêncio do hospital era o tipo de coisa que começava a enlouquecer depois de algumas horas.
Eduard já estava ali havia tempo suficiente para perceber padrões irritantes:
os passos apressados das enfermeiras na troca de plantão, o barulho discreto dos monitores cardíacos nos quartos próximos, o cheiro constante de antisséptico impregnando o corredor inteiro.
E principalmente as mensagens que não paravam de chegar no celular.
Ele ignorou mais uma.
Depois outra.
Depois desligou a tel