Capítulo 14
O pesadelo veio como uma maré negra, arrastando Beatriz para as profundezas de seu subconsciente. Ela estava de volta ao carro preto, o cheiro doce e enjoativo do pano impregnando seus pulmões. As vozes dos capangas de Denis ecoavam distorcidas, como se viessem de dentro de um túmulo. De repente, o rosto de Denis se materializou diante dela, seus olhos frios perfurando-a, mas sua boca se distorcia no sorriso triste de Yago. Ele estendia a mão, não para salvá-la, mas para empurrá-la ainda mais para a escuridão, sussurrando: "Você nunca estará segura."
Ela acordou com um sobressalto, o suor frio colando seus cabelos à testa. Seu coração martelava contra as costelas como um animal enjaulado tentando escapar. A escuridão do quarto, antes acolhedora, agora parecia opressiva, cheia de sombras que se moviam nos cantos de sua visão periférica. A mensagem sinistra no celular de Zaya havia cavado um abismo dentro dela, e seu sono havia sido o veículo para cair dentro dele.
Respir