Foda-se a ressaca!

Taeju

Abri o guarda roupa do meu lado preferido. O colorido. Não havia nada mais satisfatório do que me arrumar, me sentir gostoso e ser visto.

Principalmente visto.

Peguei um cropped folgado, que deixava um ombro levemente exposto, não era tão curto e nem cheiro de detalhes, sua cor azul era sutil. Eu ia usar com uma jaqueta por cima, não ia ficar vulgar, era apenas um detalhe.

— Esse é lindo. — Jiwon levantou e abriu minha gaveta mais preciosa. — Usa essa meia aqui, você ainda não estreou ela.

Acho que meus olhos brilharam, a meia arrastão de tramas pequenas tinha sido uma compra recente, não era tão chamativa pois tinha uma fina tela como se fosse uma meia calça comum, ela vestia até a cintura e era linda. Eu peguei o pacote fechado das suas mãos e sorri, me senti mais leve.

— Obrigado, amiga, eu te amo.

— Para vai, você sabe que eu choro fácil. Não quero que meus lindos olhos fiquem inchados. — Se abanou com as mãos e suas longas unhas. — Hoje vamos esquecer os problemas e curtir.

— Está certa. — Sorri realmente feliz. Ah, que se dane o resto.

Depois de um longo banho, me vesti vagarosamente, eu queria curtir cada parte e aproveitar meus momentos. Meu corpo estava hidratado, cheiroso e eu me amava demais para me deixar abater por certas coisas. Olhei-me no espelho e gostei do que vi.

A meia arrastão ia até um dedo acima do umbigo, eu coloquei uma correntinha prateada para dar um ponto de brilho naquele lugar.

O cropped folgado deixava uma fina linha em minha barriga exposta, e a bermuda preta era cheia de micro paetês. Quando me olhava assim, produzido, via de fato o meu eu verdadeiro.

Quando saí do quarto, Jiwon bateu palmas e assoviou. E eu, sem vergonha nenhuma desfilei.

— Está lindo! Senta aqui que vou te maquiar. — Sentei no sofá e ela abriu uma pequena maleta.

— Veio preparada né?! E se eu resolvesse não ir? Você ia mesmo assim, não é, vadia?

— Claro que não! Mas eu tinha quase certeza que iria te convencer.

— Sei.

Rimos e Jiwon começou seu trabalho. Ela trabalhava como maquiadora nas horas vagas para ganhar um extra, então, eu gostava quando ela me produzia, claro, quando eu conseguia tempo para viver.

Enquanto ela procurava a base, olhei sua roupa. Era um vestido tubinho curto, um blazer claro estava jogado no canto do sofá. Não sei quem estava mais chamativo. Seus cabelos escuros, médios e lisos estavam soltos, sua maquiagem, bem feita.

Bem, nós não nos vestimos assim para ir em qualquer lugar. Hoje iríamos para uma boate “eclética”, lá todos eram respeitados.

A última coisa que Jiwon passou no meu rosto, foi um fixador para a maquiagem durar. Esfreguei meus lábios um no outro sentindo o gloss que amava, não era muito forte, apenas dava um leve brilho, além do gostinho de frutas vermelhas.

Olhei-me no pequeno espelho e admirei o seu trabalho. Minha pele estava mais iluminada, meus lábios, mais rosados e um leve esfumado nos olhos.

— Se você gostasse de mulher, te pegaria nesse instante.

— Ainda bem que não gosto. Aliás, nem gosto de ser o ativo.

Jiwon gargalhou e a acompanhei. Ela retocou o batom vermelho depois de vestir o blazer, em seguida pegou a pequena bolsa.

— Vou chamar o táxi.

Concordei e busquei meu celular, só tinha uma mensagem da minha mãe e algumas do trabalho. Nada do meu chefe, graças a Deus.

A casa do seu avô era longe, então ele provavelmente dormiria por lá. Mas como ele não avisava nada quando saía assim, eu não precisava me preocupar.

Peguei dinheiro, as chaves, e saí do apartamento com Jiwon. Ainda ajeitei minha franja uma última vez no elevador e quando chegamos na rua, o táxi já estava esperando. Seria uma boa noite.

…..

Depois de virar mais uma dose da bebida forte, nem fiz careta.

Foda-se a ressaca!

Foda-se tudo!

Jiwon me puxou para o meio da pista e nos esprememos em corpos dançando o ritmo mais agitado. Eu me sentia bêbado, mas ainda aguentava até o final da noite.

Nós paramos no primeiro lugar mais confortável e dançamos. A música alta envolvia meu corpo me incentivando a rebolar, era uma noite latina, ou quase, enfim, às vezes misturavam ritmos estrangeiros.

Um homem alto e bonito chegou perto e aceitei dançar junto, ele apoiou em minha cintura, estava cheio, um pouco escuro e as luzes coloridas apenas passavam rapidamente por todo lugar. Sua mão escorregou por minhas costas até chegar em minha nuca, onde ele puxou levemente em meus cabelos, me fazendo inclinar minha cabeça para trás.

Senti sua respiração no meu pescoço, mas apesar de estarmos rebolando em sintonia, ele não me tocou mais que deveria. Ou deveria… Estávamos apenas curtindo a dança, o momento.

Ele me virou de costas para ele, alisando minha barriga, encaixando-se em minha bunda, só então senti um beijo em meu pescoço seguido de uma leve mordiscada em minha orelha.

Tão bom, sua pegada era firme, seu rebolado estonteante. Eu já não via mais a Jiwon, e já não tinha certeza se queria ficar só dançando. Mas não estava seguro, porque me sentia tonto.

De repente fiquei sozinho, mas logo ele voltou a me abraçar, mas o cheiro do perfume…

Virei para olhar e tinha outro homem, ele estava sorrindo, abertamente. Pisquei várias vezes tentando focar minha visão embaçada.

Eu estava muito bêbado para estar vendo o meu chefe, e com certeza não era ele. Não importava, eu deveria estar vendo coisas, por isso continuei dançando, rebolando e... o beijei.

Ele me respondeu na mesma medida, um beijo gostoso de língua, mesmo que eu não conseguisse conduzir minha língua apropriadamente.

Era tão bom ficar bêbado…

Agarrei-me mais a ele. Seu corpo com musculatura equilibrada me deu mais tesão, por isso apertei sua bunda, arrancando-lhe um sorriso entre nosso beijo.

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