Eron vê. Claro que vê. Aquele homem não perde nada. Em vez de ficar ofendido, ele arqueia um canto da boca, ergue a taça na minha direção num brinde mudo e completamente sarcástico, como se eu tivesse acabado de confirmar tudo o que ele pensa sobre mim. Um “bem‑vinda ao show, lobinha” silencioso, brindado em vinho caro e ironia.
Eu reviro os olhos, porque se eu ficar mais dois segundos encarando esse alfa quebrado vou acabar atravessando o salão e enfiando o dedo do meio na testa dele também, e