O apartamento no centro da cidade era o auge da sofisticação moderna: vidro, aço e uma vista panorâmica que parecia colocar o mundo aos pés de quem vivesse ali. Para a Tia Odete, no entanto, aquilo parecia um cenário de filme de ficção científica. Ela caminhava cautelosamente sobre o tapete persa, segurando o braço de Alice como se tivesse medo de que o chão pudesse desaparecer.
Heitor estava ao telefone na varanda, com a voz baixa e autoritária, coordenando a chegada da equipe de enfermagem