MADISSON
O carro seguia em silêncio pela estrada quase deserta, o som do motor se misturando ao zumbido constante dos meus pensamentos. Eu ainda via sangue. Ainda via os olhos de Kael, selvagens, tomados por algo que não parecia humano. Ele tinha me salvado, sim, mas também tinha matado. Matado sem hesitar, sem pestanejar, e por mais insano que fosse admitir, uma parte de mim não conseguia sentir medo dele. Pelo contrário, eu me sentira protegida.
Era doentio. Eu devia estar em choque, devia es