MADISSON
O gosto metálico estava ali de novo.
Eu já devia ter me acostumado, mas cada colherada deixava minha língua dormente, como se houvesse cinzas na comida.
Desde que me trouxeram para esse lugar, eles me observam comer. Às vezes, um deles até anota algo, como se eu fosse um experimento que podia fugir a qualquer momento.
Eles acham que eu não percebo, as pequenas mudanças de cor na sopa, o cheiro doce demais na água.
Mas eu percebo.
Percebo tudo.
Da primeira vez, só me senti tonta.
Na seg