A madrugada avançou sem pressa, como se soubesse que ninguém ali tinha para onde ir.
Não havia culpa no silêncio que se instalou depois. Havia consciência.
O que existira entre eles não precisava mais ser negado, nem explicado. Adrian não carregava dúvida sobre o que sentia, nem sobre o caminho que tinha escolhido. Na mente dele, aquilo já estava resolvido, não sem dor, não sem perdas, mas com uma clareza que não admitia retorno.
O que permanecia em suspensão não era o amor e sim o tempo.
Haven