O portão de aço do Complexo de Gericinó se abriu com um rangido que ecoou nos meus ossos. Eu estava livre. Ou pelo menos, era o que o papel no meu bolso dizia. Habeas Corpus concedido por excesso de prazo e falta de provas contundentes para manutenção da preventiva. Uma mentira jurídica comprada com dinheiro sujo do meu pai.
Saí para a luz do sol da tarde. Meus olhos doeram. Havia um circo armado do lado de fora. Repórteres, câmeras, microfones. — Gabriel! Gabriel! É verdade que você vai assumi