O envelope pardo estava sobre a mesa de vidro do meu escritório na mansão. O detetive Bastos estava sentado à minha frente, com a expressão neutra de quem já viu o pior da humanidade.
— Foi rápido — comentei, sem tocar no envelope.
— Não foi difícil, Sr. Montiel — Bastos respondeu. — Predadores como Lucas Almeida deixam rastros. Eles são arrogantes. Acham que são intocáveis.
Abri o envelope. Havia fotos, cópias de processos trabalhistas arquivados e depoimentos de ex-funcionárias da antiga agên