POV Cecília Mendes
O sol da manhã não perdoa segredos.
Quando os primeiros raios de luz atravessaram as frestas das pesadas cortinas da Mansão Vilar, eles iluminaram o campo de batalha em que o nosso quarto se havia transformado. Os lençóis de seda escuros estavam retorcidos, meio caídos no chão de madeira. Perto da poltrona, os restos rasgados da minha camisola de algodão cinza jaziam como a bandeira branca de uma rendição que nunca aconteceu.
Abri os olhos devagar, o meu corpo inteiro pesando