POV JÚLIA
A porta do escritório se fechou, mas o gosto dele ainda estava na minha boca. Sangue, vodka e Gabriel. Uma mistura tóxica que deveria me fazer vomitar, mas que meu corpo, traidor e estúpido, queria engolir.
Eu não fiquei parada esperando ele vir atrás de mim. Eu sabia que ele não viria. Gabriel assinou o papel. Ele teve a chance de me marcar ali, no sofá, e escolheu me deixar ir.
Limpei o sangue do canto da boca com as costas da mão e endireitei a postura. A dor da rejeição — a real,