ELENA MORETTI
O toque de Don Carmine no meu braço foi como brasa viva. Ele me puxou pelo corredor luxuoso do Palazzo d’Oro, em direção às suítes dos fundos, onde o veludo era mais escuro e os gritos não atravessavam as paredes. Vittoria vinha logo atrás, escoltada por Rico, com um olhar que parecia querer incendiar o mundo.
Entramos na suíte presidencial. O cheiro de incenso e suor antigo me embrulhou o estômago. Carmine se sentou em uma poltrona de couro e apontou para o chão, aos seus pés.
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