NARRADORA
Julian estava no limite. Ele olhava para Elena dormindo na cama — ou fingindo que dormia — e sentia uma vontade louca de sacudi-la até que ela confessasse que tudo era mentira. Mas o orgulho dele, quebrado e sangrando, não deixava.
Foi então que ele viu. O celular de Elena estava em cima da mesinha de cabeceira, carregando. De repente, a tela acendeu.
Plim.
Julian travou os olhos no aparelho. Ele sabia que era errado, que era invasivo, mas a lógica tinha saído pela janela há muito te