ELENA MORETTI
Cada acionista naquele salão luxuoso me encarava como se eu fosse um objeto de estudo, uma peça rara que Julian Blackwood tinha acabado de adquirir. Alistair segurava a minha mão com firmeza, apresentando-me aos seus sócios com um orgulho que parecia tão real quanto uma nota de três dólares. Tudo estava saindo exatamente como ele planejou.
Até que meus olhos encontraram aquele rosto.
Era um homem sentado em uma mesa lateral. O tempo parecia ter parado. As memórias me atingiram co