Aiko:
— Taiga-san — choro no peito do Domenico, lembrando-me de ver minha gatinha ensanguentada.
— Eu já pedi para um dos caras levá-la ao veterinário — ele me tranquiliza. — Mas o seu apartamento está detonado.
Franzo as sobrancelhas, sem entender.
— O cara quebrou até a porta.
Solto um longo suspiro, mas nem isso tira a minha paz.
O meu maior medo ia se concretizar e, se não fosse pelo Domenico, sabe-se lá o que Tatsuya Kenjiro teria feito comigo.
Eu sempre tive medo dele. Sempre pensei que, se me tocasse de outro jeito, iria me machucar, e foi exatamente isso que ele fez.
Wakagashira é muito mais sádico do que eu imaginava, e chega a ser um alívio ter sido salva.
— Eu vou ver se consigo dormir na casa das meninas — enterro o rosto em seu peito. — Se eu voltar para o hospital, a Pérola vai obrigar o Roberto a me dar férias — soluço de tanto chorar. — Obrigada, obrigada, obrigada...
Uma mão grande acaricia meus cabelos e, mesmo com o apartamento detonado, nada tira o alívio que estou