O regresso para a casa de praia foi um suplício silencioso. O céu, antes azul, fechara-se em um tom cinzento-chumbo terrível, e as primeiras gotas grossas de chuva começaram a bater contra o para-brisa do carro assim que estacionamos na garagem.
Mal o motor desligou, rumei direto para o meu quarto no segundo andar sob o pretexto de tomar um banho e combater a suposta dor de cabeça. Precisei de trancas, de água gelada e de silêncio para tentar recompor os cacos da minha sanidade. Mas a verdade