O toque do polegar de Henrique subindo pela minha coxa era uma descarga elétrica de pura loucura. A poucos centímetros de nós, coberta por um chapéu de palha, Laura respirava no ritmo compassado de quem começava a adormecer. Qualquer movimento brusco, qualquer arquejo um pouco mais alto, e a vida de nós três se despedaçaria ali mesmo, sob a luz do sol da tarde.
— Henrique, por favor... — o sussurro saiu rasgando a minha garganta, tão baixo que mal cruzou o espaço entre as nossas bocas.
Tentei