Eu ainda sentia o gosto dela na minha boca. O cheiro dela preso na minha pele.
Ela cochilava recebendo minhas carícias. A respiração suave.
Até que a campainha tocou.
Ela abriu os olhos, se acostumando com a claridade que o sol já trazia e nos esquentava.
Ela levantou o olhar, confusa.
— Você tá esperando alguém?
Perguntei. Já era manhã. Talvez alguma visita, algum pedido. Encomenda não sei...
Ela morava ali pelo visto, todas as suas coisas estavam ali, não como um quarto de ho