— No que tanto pensa?
ele perguntou, a voz rouca de sono e de desejo ainda recente.
Olhei pra ele e sorri de canto.
— Agora?
Ele acenou com a cabeça, preguiçoso.
— Em como eu ultrapassei limites que nem sabia que existiam.
— Por minha causa?
Neguei, o sorriso ainda preso nos lábios.
— Talvez... um pouco.
Ele me puxou pra perto, espalhando a mão grande na minha bunda e apertando com vontade.
— Não foi só você...
murmurou, a voz arranhada no meu ouvido.
— Eu nunca senti tanto prazer quebrando os meus também.
Eu o beijei, devagar, como se quisesse saborear o resto do efeito que ele me causava, ou que tudo que ingerir me causava.
Não sei descrever o que estava sentindo, mas era tão intenso, forte. Dilaceral.
Depois deitei minha cabeça no peito dele, sentindo seu coração bater forte sob a minha orelha.
E me questionava se meu coração estava batendo tão forte assim também..
Só sei que Ali, naquele instante, eu soube que estava ferrada.
(...)
No dia se