Ela sorriu daquele jeito que deixava meu sangue fervendo.
Cheio de cinismo, intensidade e ironia.
— Com quem? Ah... com sua amiga íntima?
Fechei os olhos brevemente, respirando fundo pra não rir da provocação.
— Bárbara é uma amiga antiga.
expliquei.
— É... eu percebi, mas acho que o assunto de mulheres, não é bem o que lhe interessa aqui.
Peguei seu rosto de novo, inalando o cheiro doce e quente dela.
Ela inclinou o pescoço, deixando espaço suficiente pra sentir melhor.
— E na sua casa?
Ela torceu a boca, como quem se recusava a se importar.
— Tudo como esperado. Mas não quero falar deles.
Inclinei a cabeça, provocando e ela me olhou com fome.
— É?
Ela sorriu sapeca, com uma luz travessa nos olhos.
— E o que você quer?
Não precisava perguntar. Ela sabia.
Segurei sua cintura e a levei até a mesa da minha sala, sentando ela na beirada.
Passei as mãos pelas suas coxas, sentindo a pele quente sob o tecido fino.
— Você sabe muito bem o que eu quer