Ele estava ali, me encarando, sem aquele terno, como se estivesse voltado.
o rosto sério, mas havia algo mais no olhar dele. Algo que me prendeu no lugar.
— Eu não vou deixar isso te manchar.
ele disse, a voz grave cortando o silêncio.
Tentei ajeitar uma mecha de cabelo atrás da orelha, nervosa, sem entender o que o tinha feito mudar o comportamento tão de repente.
— Eu não recebi nenhuma reclamação sobre o seu trabalho. Pelo contrário.
Ele deu um passo à frente.
— Então isso, que está acontecendo... não vai interferir na sua carreira.
Só consegui acenar com a cabeça. A tensão no ar era quase palpável.
O olhar dele... Deus, eu conhecia bem demais aquele olhar.
Mas ele era tão contido, tão no controle...
— Eu acho... que devo dizer obrigada?
murmurei, sem jeito.
Ele negou lentamente, ainda sem tirar os olhos de mim.
Minha pele queimou sob aquela intensidade.
— O que você está fazendo, Vicent...
perguntei baixinho, sem conseguir impedir.
Ele se aproximou de um jeito