Leonardo
Estacionei o carro um pouco à frente da sorveteria. Peguei minha carteira no banco do passageiro, desliguei o motor e saí, com o sorriso ainda preso no rosto. Luísa estava radiante — o dia tinha sido leve, feliz, do jeito que ela merecia. E se ela estava bem, eu também estava.
Caminhei em direção à sorveteria, mas bastou alguns passos para que o ar ao meu redor começasse a pesar. Meu olhar encontrou a única cena capaz de destruir aquela paz em segundos.
Ele estava ali. De novo. Aquela