Luísa
Tia Lu. Era assim que eu era chamada agora. E Leonardo havia se tornado o Tio Léo.
Era impossível ouvir isso e não sorrir. Ela era tão pequena… as mãozinhas delicadas, os olhos curiosos, os cachinhos escuros, tão parecidos com os meus na infância. Linda. Laura era linda.
Estávamos de licença do trabalho e os dias pareciam uma doce bolha de tempo. Começavam com o cheirinho de pão fresco, três xícaras na mesa — a dela com leite, a nossa com chá — e muitos sorrisos. Depois, brincadeiras, des