A escuridão me engolia, um véu espesso e pesado que parecia sufocar qualquer sopro de vida. Mas, estranhamente, não era um vazio completo. Havia ecos, fragmentos de som que me arrastavam pelas bordas da minha consciência, como ondas distantes batendo em uma praia deserta. Eu estava presa em algum lugar entre o sono e o despertar, uma existência flutuante onde o corpo não respondia, mas a mente, ah, a mente corria solta, eu conseguia ouvir tudo.
_ Cuidado com a artéria...", uma voz grave e calma