Só o alarme do carro ainda soava, abafado agora, como se sentisse vergonha também.
A polícia chegou rápido demais. As luzes girando, os uniformes, as perguntas... tudo foi tão rápido que mal tive tempo de respirar. Eu sequer saberia como explicar aquilo, nem como me desculpar com Alexandre. Ele foi quem falou com o policial, provavelmente entendendo que eu estava submersa em vergonha, e que qualquer palavra minha naquele estado seria falha, trêmula ou, pior, comprometedora.
Mas o que me corroía