༺ Malik Stavani ༻
A fachada do hotel brilhava como um monumento à arrogância de quem nunca soube viver sem opulência. Vidros espelhados refletiam o céu nublado de Nova York, e as colunas douradas na entrada davam aquela sensação de que eu estava prestes a entrar no templo do ego de alguém. Suspirei pesado.
Algumas coisas nunca mudam.
Mia sempre escolheu os lugares mais luxuosos e precisou de palco, luz, olhos… atenção.
Estacionei no subsolo, peguei o elevador e subi até o térreo. O saguão era tão exagerado quanto eu esperava: lustres de cristal, tapete persa, mármore italiano. As pessoas ali pareciam flutuar em silêncio, como se ninguém estivesse autorizado a respirar alto demais.
Aproximei-me da recepção. A atendente ergueu o olhar com aquele sorriso profissional.
— Boa tarde, senhor. Nome?
— Malik Stavani — respondi.
Ela fez uma ligação rápida, ouviu algo do outro lado e assentiu.
— O senhor pode subir. Suíte 22.
— Obrigado.
Peguei o elevador novamente. O número “22” brilhava no cor